sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Poços de Caldas-MG 23/01/2011 - MPC


A temporada de 2011 começou e na já tradicional Comarca de Poços de  Caldas-MG. Este ano no dia 23 de Janeiro e, foi neste dia que, aproximadamente 400 ciclistas divididos em suas respectivas categorias, começaram a brigar pelo pontos de 2011.
Ponto positivo da prova: a divisão das categorias de acordo com os critérios da Média Paulista de Ciclismo. Com isso a disputa, além de justa, foi mais acirrada.

Larguei por volta das 10:30hs debaixo de um sol escaldante e com muito calor. Logo notei a presença de alguns ciclistas que até o ano passado corriam na Elite e, sabendo que este ano avançaram para a Senior - categoria em que corro - já deduzi que este ano será ainda mais competitivo. E não demorou para que eu tivesse certeza disso. Logo no início, o pelotão imprimiu uma velocidade na casa dos 50km/h na reta oposta e de aproximadamente 60km/h na reta principal.

A essa velocidade e com o pelotão beirando 60 ciclistas, o risco de quedas era iminente. Por este motivo tentei a todo instante me posicionar à frente do pelotão, mas não conseguia forças para esta manobra. Só quando alcançávamos a subida ao final da reta oposta é que eu conseguia me aproximar dos atletas da frente mas, com o pelotão compacto, já na saída da curva era obrigado a frear bem e logo em seguida arrancar para não perder contato com o pelotão. Passei por isso várias voltas o que me desgastou bastante.

Não bastasse isso e o forte calor, o asfalto estava em péssimas condições - ponto negativo desta etapa. Na metade da prova caí num buraco: a pancada foi tamanha que meu guidão acabou baixando, saindo um bocado da minha geometria e meu câmbio STI começou a travar. Para subir uma marcha tinha que primeiro descer duas e, por vezes, isso também não adiantava. Cada vez que precisava mudar de marcha perdia até duas posições.

Quando recebi o sino de última volta, forcei o ritmo tentando me posicionar na frente. A única brecha que encontrava para isso era ultrapassando por fora na reta oposta - exatamente onde o asfalto estava mais sujo e propício a quedas. Ainda sim, não pensei duas vezes. Coloquei a bicicleta por fora e tentei o quanto pude. Sem sucesso! Com tantas pedras e buracos foi impossível conseguir me deslocar.

Mesmo com tantas dificuldades, felizmente escapei do chão. Lutei até o fim e tentei até arriscar um "tudo ou nada" no final, mesmo sabendo não ser meu forte. Acabei apenas chegando junto com o pelotão. Não foi um resultado bom mas, era previsível. Com tantos problemas, minhas chances eram mínimas!

Senti o ritmo bastante forte com os atletas advindos da Elite. Creio que este ano o ritmo deva ser daí para cima. Só para comparar: nossa média horária foi de 42km enquanto a da Elite de 43km. Aliás, já de longa data eu, bem como diversos atletas da minha categoria, temos percebido o ritmo bastante similar e, por vezes, até superior ao da Elite. E com um número cada vez maior de atletas na categoria. Não é à toa que somos considerados a Segunda Elite.