quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Paulista de Montanha - São Pedro 13/08/2011


Foi realizado neste final de semana 13/08/20/11, na cidade turística de São Pedro, a etapa do campeonato Paulista de Montanha, uma das mais difíceis provas do calendário nacional.
Tinha tudo para ser uma boa prova tanto na parte do percurso quanto na organização, mas novamente a nossa federação paulista conseguiu “bagunçar” a prova  e não seguir o que foi divulgado.
Uma semana antes da prova fui treinar no circuito para verificar qual transmissão deveria usar, e foi isso que me salvou, pois no treino foi muito difícil subir a montanha com a relação que eu estava usando, na corrida então seria praticamente impossível completar a mesma.Diante disso troquei a transmissão para uma mais leve, gentilmente emprestada pelo meu amigo Gustinho.
Achando que estava resolvido era só treinar na semana que antecedia a prova, mas infelizmente minha bicicleta apresentou problema e ficou em manutenção a semana toda, onde só à peguei de volta na sexta-feira (véspera da prova).
Como se já não bastasse ficar a semana toda sem treinar ainda tive uma problema nas costa, onde acordei com a coluna travada, não estava conseguindo nem dirigir o carro ate a prova.
Tirando os problemas pessoais,que me preocupava muito, pois saberia que seria a prova mais difícil do ano e sofreria muito para subir, tentei me concentrar o máximo possível.
Prevendo um atraso na largada, o que já tradicional, comecei meu aquecimento, porém quando foi solicitado para o alinhamento de largada, é que realmente começou o desrespeito aos ciclistas.
Solicitaram que alinhássemos como mandava o regulamento e que as largadas seriam intercaladas por categoria com diferença de 1 minuto para cada bateria (o que seria correto), porém após ficarmos parados na linha de largada por quase 40 minutos decidiram liberar em um único pelotão, um erro grotesco, pois para uma prova desta, a marcação do seu adversário é o que decide a prova e com este tipo de largada, com todas categorias misturadas, virou praticamente um contra relógio, pois vc não tem como saber se o atleta que esta na frente é ou não da sua categoria, se você deve atacar ou terar que se defender.É lamentável o que foi feito para uma prova tão bonita e importante como esta.
Logo na larga o pelotão se esticou na rua central de São Pedro subindo em direção ao Alto da Serra, como eu larguei atrás (respeitando como foi solicitado) tive que atacar logo nesta primeira subida para ganhar posição. Passado o primeiro Km de subida entramos na estrada, onde a corrida realmente ficaria complicada devido a inclinação da montanha, foi ai que começamos a reduzir a marcha, e onde ficamos perdidos de qualquer tática devido a bagunça na largada.
Procurei força o ritmo, com giro, ou seja, usando uma marcha leve. Foi ai que comecei a ganhar algumas posições, onde procurava alternar a marcha para pedalar em pé.
A visão de dentro de uma prova de montanha é algo que assusta, você vê seu adversário perto mas não consegue alcançar, você muitos atletas jogando a bike no chão e se deitando, devido a exaustão, cada pedalada é uma vitória e metros se torna kilometros percorridos.
A dois KM do final da montanha passei mal e tive enjos onde acabei vomitando, mas não parei a bike e continuei, a cada curva  olharvamos para o lado e víamos a cidade cada vez menor e o peso da bike parecia triplicar.
Ao término da montanha veio os kilometros finais em um falso plano, onde tínhamos que estabelecer uma velocidade média alta, para podermos garantir uma boa posição.
Finalmente depois de 22 minutos cruzei a linha de chegada exausto, e confesso que decepcionado, pois esperava uma posição melhor que a 11º colocação que cheguei, porem se levarmos em conta a quantidade de ciclistas que largaram e desistiram e quantidade de ciclista que nem aparece para a largada devido a “tortura” que é subir esta motanha, até que me conformei