“Chegamos a última etapa do paulista de resistência da temporada
2011.
Este ano realizado na cidade de Boituva no dia 18 de
setembro, diga-se de passagem um excelente e exigente circuito, onde o mesmo
era muito completo em suas característica, como subidas,descidas, planos e
curvas e principalmente em sua extensão de aproximadamente 5km.
Este domingo de muito calor a hidratação teria que começar bem
antes da prova, ainda mais por se tratar de uma prova longa, beirando os 90km.
Como já era de se esperar tivemos uma “pequeno” atraso para larga,
coisa de 1:30hs de atraso, com isso alinhamos por volta das 12:30hs para larga,
com um calor insuportável.
Com um pelotão médio a corrida tendia as disputas entre as
equipes, onde diante disso procurei ficar próximo dos seus principais ciclistas,
sendo no começo os ciclistas que poderiam se destacar em fugas.
Isso gerou bons resultados para mim, onde tive em praticamente
todas tentativas de fugas, claro que às vezes isso custava caro, pois quando o
pelotão encostava sempre sai outra fuga com isso o pelotão aumentava o ritmo e
tinha que fazer muita força para poder acompanhar o pelotão.
Sabendo das minhas dificuldades na descida, procurava me manter na
frente da mesma, para poder me impor na subida. Por diversas vezes a equipe de
Santa Barbara tentou corta o pelotão, frear o pelotão enquanto um ciclista da
equipe se destacava, mas atento sempre pulava na fuga.
Cada volta um pedaço do pelotão ficava para trás, e muitos desistiam
devido o calor, cheguei ver ciclista vomitando após principal subida.
Estava me sentido bem, após uma hora de prova, onde o novo acerto
que realizei na ergometria da bicicleta mostrava resultado.
O tempo passava e os ataques continuavam, já não estava me sentido
muito bem pois sozinho no pelotão fica complicado lutar contra equipes.
Com aproximadamente 1:10hs de prova uma fuga abriu do pelotão logo
o mesmo aumentou o ritmo, onde passávamos facilmente dos 50km/h na subida, e
nas descidas tínhamos que tomar muito cuidado para fazer as curvas.Ao pegar
esta fuga houve um contra-ataque , foi ai que comecei a sentir,estava tentando
me recuperar no pelotão, quando houve uma quebra no mesmo, para não ficar para
trás tive que salta na frente do mesmo e tentar pegar o pelotão dianteiro, mas
o vento estava muito forte e quem estava comigo não estava conseguindo levar,
tentei com todas minhas forças mas quando se quebra o pelotão é impossível
pegar o mesmo nas condições que estávamos, então optei por parar.
Parei me sentindo bem, isso é o mais importante, apenas houve um
erro meu em que não estava bem posicionado na hora da quebra do pelotão se não
com certeza viria para o sprint final”