terça-feira, 24 de maio de 2011

Santos - Liga Santista de Ciclismo 22/05/2011


No domingo dia 22/05/2011 foi realizado na cidade de Santos mais uma etapa da Liga Santista de Ciclismo.
Devemos destacar a boa organização que a Liga Santista de Ciclismo oferece aos seus participantes, onde acima de tudo os horários são respeitados, o que para um ciclista é de extrema importância, devido a alimentação e aquecimento  antes da prova.
Confesso que não estou muito bem preparado para as competições devido a vários fatores, tanto fora das pistas de corridas, que esta influenciando na minha concentração para os treinos e competições,e até mesmo problemas diretamente com o ciclismo, como falta de ritmo de competições devido as mesmas não estarem sendo realizadas com freqüências em nossa região e ajuste da nova bicicleta onde só conseguimos realizar estes ajustes durante as competições.
Problemas aparte estivemos presente para a prova.
Ao contrario do que esperávamos, o dia se apresentou com temperatura agradável, bom para uma boa prova.
Logo na larga me mantive no meio do pelotão, para evitar um desgaste prematuro, era esta minha tática inicial, porém com a velocidade muito alta, acima de 43km/h de média, o pelotão praticamente não ficava compacto, e nos raros momentos que isso acontecia vinha um ataque do fundo, e o pelotão fica em fila novamente, outro fator importante eram as curvas fechadas onde quem sai na frete abria muita vantagem.
Logo percebi que a bicicleta ainda não estava na melhor posição para este tipo de prova, porém vinha me mantendo “vivo” no pelotão, sofrendo mas vivo ainda. Assim foi até a completarmos 3/4da prova quando pegamos o pelotão da Master B, que havia largado 5 minutos depois do nosso pelotão, ou seja, já havíamos tirado 5 minutos mais 4km, isso prova o quanto o ritmo estava forte.
Foi quando o dois pelotão se encontraram que os problemas  para mim começaram , cansado e não me sentindo bem, fiquei perdido quando a organização não conseguiu separar os dois pelotão e acabei sobrando do meu pelotão na curva onde o mesmo abriu uma certa vantagem de mim, tentei com as forças que ainda me restavam, mas não consegui  encostar, optando por abandonar a prova.
Como eu disse no começo, a minha falta de concentração esta fazendo a diferença e os ajustes ainda a serem feitos no meu equipamento também esta me atrapalhando, mas ainda temos muito caminho para frente.

Cerquilho - Paulista de Resistência 15/05/2011


Prova realizada em 15/05/2011, dia seguinte a quase ridícula prova de CRI da mesma organizadora e novamente na cidade de Cerquilho.
Bastante cansado ainda pelo esforço do dia anterior e também da viagem, e, mais ainda muito decepcionado pelos “sucessivos erros” da Federação que deliberadamente prejudicou tantos atletas, eu inclusive, resolvi participar também desta prova, até para manter ritmo de corrida já que este ano estamos tendo poucas provas.
Programada para às 14h30... Só programada! Mais um dia de prova, mais um dia de atrasos. Neste dia tivemos mais um colaborador: a chuva que vinha certa, mas que insistia em não mostrar que horas ia cair. Isso é fatal! Mantemos a calibragem dos pneus ou reajustamos? Colocamos manguitos e pernitos ou não? Trocamos viseiras/óculos ou não? Que curvas ficarão mais perigosas e precisarão ser feitas com traçado diferente? Além do público que se esvai como e com a água.
Pois a chuva veio. Não tão forte e nem a tempo de mudanças. Só o suficiente para tornar a corrida mais perigosa. Apostando que se a chuva viesse ela pararia logo, optei por manter a calibragem alta nos pneus, melhora a rodagem, mas me deixaria mais propício a quedas nas curvas.
Ainda na largada já sentia muita dor na perna devido ao esforço do dia anterior. Com o pelotão grande – mais uma vez similar ou maior que o da Elite - larguei mal e não conseguia bom posicionando nas primeiras curvas, o que selou minha participação na prova. Com o asfalto molhado, os atletas freavam demais nas curvas fazendo com que o ponteiros abrissem uma vantagem muito grande.
Na primeira volta o pelotão se manteve em fila na grande maioria do tempo. Tentei pular a frente, mas fiquei no pelotão intermediário. Não tendo mais o que perder, forcei o ritmo para tentar chegar ao bloco da frente. Em vão! Não tinha força para aumentar o ritmo, estava realmente muito cansado do dia anterior e da viajem, minhas pernas já não me obedeciam mais. Mesmo assim tentei perseguir o pelotão, mas por pouco tempo antes de resolver abandonar a prova, até para evitar uma lesão.
Devo confessar que estranhei demais a bicicleta nova, e que muitos ajustes deverão ser feitos. Curiosidade: todas as bicicletas que comprei até hoje, a estréia em competição foi sempre debaixo de chuva.  

Cerquilho - Contra Relógio Individual - 14/05/2011


Foi realizado na cidade de Cerquilho, no dia 14/05/2011, o Campeonato Paulista de Contra-Relógio Individual, prova única da modalidade.
Tinha tudo para ser uma boa prova: circuito com boa pavimentação e sinalização, apoio da guarda municipal na organização do trânsito e transeuntes e, organização da Federação Paulista de Ciclismo, conhecida por planejar e executar melhor as provas de ciclismo, principalmente em comparação com outras populares como,  nitidamente só visa auferir o lucro do evento em detrimento da qualidade do mesmo. Infelizmente, dessa vez foi bem diferente.
A começar pelas informações prestadas. No ano anterior, um dia antes da prova, todos os atletas já conheciam a ordem de largada – fator importante neste tipo de prova onde as largadas são feitas individualmente e de minuto a minuto. Este ano, a listagem de largadas só foi liberada no local do evento e há poucos instantes antes do início, prejudicando bastante o preparo alimentar, psicológico e o aquecimento dos atletas. Isso porque a Federação Paulista de Ciclismo praticando hábitos já conhecidos de outras “organizadoras desorganizadas”, resolveu abrir exceções para equipes renomadas e permitiu inscrições fora do prazo. Outro fator desconsiderado, mas igualmente importante neste tipo de prova, é que ela tem longa duração já que os atletas saem um por vez. Ou seja, atrasos significam que os últimos a largarem completarão a prova no escuro.
Apesar de tudo, não podíamos deixar de participar pois dali sairia o campão paulista de CRI.
Bom, já há momentos antes da prova quando fazíamos o aquecimento vem a notícia de que inverteram a ordem de largada das categorias Sênior A (a minha) e MASTER B, atrasando ainda mais minha categoria que, diga-se de passagem, tinha um dos números mais expressivos de participantes. Precisa dizer que todos os atletas que já estavam se aquecendo foram terrivelmente prejudicados?
Finalmente chega a hora da largada – aproximadamente às 16h20 – sendo o antepenúltimo a largar. Parti para uma das provas mais difíceis do calendário, cuja característica principal é “uma jornada solitária de esforço pleno”.
Logo nos primeiros KM ficava nítido que o trecho da ida seria o mais difícil.  13,7km quase somente de subida e contra um vento muito forte. Tenho que confessar que também não consegui encontrar a melhor posição na bicicleta, outro fator que me impediu de não conseguir andar forte.
Ao fazer o retorno sabia que precisaria tirar o atraso aumentando a velocidade. Com o vento nas costas e circuito agora em descida e plano onde o velocímetro não baixava de 55km/h exceto nas duas únicas subidas do retorno. Nesse momento o fator tempo, já comentado, se fez presente. Fora do horário de verão, a falta de luz nessa hora já conseguia atrapalhar. Já estava escurecendo quando eu e os últimos a largarem ainda estávamos por completar a prova.
Concluí a maratona muito cansado e com fortes cãibras, com tempo aproximado de 41 minutos – como  apontou o foto finished da organização e que era similar ao cronometrado em meu velocímetro. Sabia que não havia conseguido ficar entre os 5 primeiros, mesmo assim fiquei no aguardo da classificação final. Mais uma vez a Federação Paulista de Ciclismo roubou a cena e, mais uma vez para prejudicar o evento e de vez o seu próprio nome. Os tempos divulgados pela bancada responsável pelo foto finished eram simplesmente incompatíveis com os que começaram a ser divulgados posteriormente pela bancada de controle final. Sob protestos, com o cansaço imperando e já à margem da quase total escuridão, “metade” da classificação foi adiada para o dia seguinte (2º dia de provas, agora de resistência). Pasmem: “metade da classificação” seria “refeita” no até o dia seguinte. Aí veio nova surpresa. Meu tempo que foi muito abaixo ao que foi publicado, me levando ao 11° colocado. Em conversa com outras atletas, descobri que vários outros também tiveram seus tempos “corrigidos” pela bancada final. Descobrimos até duas atletas de uma mesma equipe que, de 2º e 3º tempos, foram para 4ª e 5ª colocações e o 5º tempo da mesma categoria, incrivelmente, como passe de mágica, recebeu medalha de prata.
É extremamente desmotivante atletas que se dispõem a viajar e competir, principalmente para àqueles que cumprem com as normas da Organizadora. Sendo que as principais promotoras deste tipo de evento – a Federação Paulista de Ciclismo, em especial – dispõem de recursos materiais e humanos e aparato tecnológico suficiente para imprimir um resultado oficial e coeso minutos após o término das provas. São computadores portáteis, câmeras, marca tempo, impressora e porque não, o velho e simples cronômetro de mão. Não é possível acharem que com tantos olhos em cima do resultado (é uma corrida, alguém espera outra coisa de corrida senão tempos e colocações.
É lamentável para aqueles que tentam propiciar e se valer de atividades e eventos saudáveis além do repetitivo futebol, desorganizados e vis, além de prejudicar a modalidade já de tão pouco prestígio nesse país, mesmo às margens de campeonatos mundialmente conhecidos e cada vez mais incríveis em termos de espetáculo, tamanho de empreendimento, tamanho de público (espectador local e telespectador), tamanho de envolvimento de empresas (marqueteiras e patrocinadoras) como são o Tour de France, Giro d’Italia, Volta da España.
É realmente uma pena!