No dia 13/03/2011
foi realizada a primeira etapa da Liga Santista de Ciclismo na cidade de
Santos, prova esta valida pelo ranking nacional de ciclismo.
Devido a distância,
viajei um dia antes para não sofrer o desgaste da viagem na hora da prova –
como se já não bastasse meu treino de estrada muito prejudicado devido as
fortes chuvas quase diárias na região onde resido, o que fez eu me ater a
praticamente só treinos de academia.
Minha categoria foi
a primeira a largar. Com esse horário bastante antecipado ao costumeiro, fiquei
praticamente sem tempo para um aquecimento ideal e para reconhecimento da pista.
Ainda sim, entusiasmado, parti para o alinhamento da largada.
Logo na primeira volta
já pudemos perceber o que nos esperava a prova: circuito plano com asfalto
úmido, duas curvas de 180° bem fechadas e com faixas de pedestres (todo tipo de
pintura de sinalização deixa o asfalto mais “liso” e escorregadio). Tudo isso
junto só poderia ocasionar um resultado: tombos. E foi que aconteceu. O
primeiro ciclista foi ao chão já na segunda volta e outros tantos se seguiram
durante toda a prova.
Outra
característica marcante do circuito eram as longas retas que se seguiam após as
curvas mais acentuadas. É o tipo de circuito com o popular “vira e arranca”,
pois, o pelotão tem que reduzir bem a velocidade para contornar as curvas com
boa tangência e logo em seguida, os atletas da frente arriscam alguns sprints
para tentar tomar vantagem. Apesar da velocidade
bastante alta nas retas - cerca de 65km/h e média de 42km/h – o pelotão também
conseguia manter o ritmo forte após as curvas principais. Com isso, as fugas se
tornavam difíceis e o segredo, como dito, era se posicionar para tentar virar
na frente, reduzindo o desgaste da arrancada e se posicionar no meio do pelotão
na reta para aproveitar ao máximo o vácuo dos demais ciclistas. Estratégia,
aliás, adotada pela maioria dos ciclistas, o que deixou a prova ainda mais acirrada
e perigosa com constantes trocas de posições.
Valendo-me da
experiência que adquiri no local onde treino, tentei buscar vantagem nas curvas.
Retardava a freada da curva em relação ao pelotão e mudava minha inclinação
para executá-la. Com isso, a minha velocidade de saída era maior e, conseqüentemente
meu esforço menor, poupando energia. Claro, para realizar esta manobra teria
que virar sempre entre os cincos primeiros.
Cheguei até a abrir uma pequena fuga, porém, só consegui mantê-la por cerca de 3km – os atletas da frente do pelotão vieram revezando na dianteira e trazendo consigo o pelotão até que eles me alcançassem. Recuei e, como estava me sentindo bem, esperei o sprint final.
Cheguei até a abrir uma pequena fuga, porém, só consegui mantê-la por cerca de 3km – os atletas da frente do pelotão vieram revezando na dianteira e trazendo consigo o pelotão até que eles me alcançassem. Recuei e, como estava me sentindo bem, esperei o sprint final.
Nova surpresa!
Na última volta
forcei o ritmo, assim como os demais atletas também o fizeram e, como há muito
tempo não conseguia fazer, virei bem posicionado na última curva e me preparei
para o sprint final. Foi quando, a 400m da chegada, um tombo a minha frente me
obrigou e a outros ciclistas a travar a roda para não acidentar também. Isso anulou
todo meu trabalho durante a prova.
Realmente não sei
se estou numa fase de sorte ou azar. Nas duas últimas provas que disputei, em
ambas tive problemas com acidentes a minha frente, mas, felizmente, escapei
ileso em ambos.
Fica para a próxima!