quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Americana - 04/12/2011 - Final da MPC 2011



Última etapa da Média Paulista de 2011 foi realizada no dia 04/12/2011 em Americana-SP.
Este ano o calendário foi marcado pelo baixo número de competições, principalmente em se tratando da Média Paulista de Ciclismo, o que só vem a nos prejudicar uma vez que ficamos sem ritmo de prova.
Por se tratar da última etapa, larguei despreocupado com pontuação. Estava mesmo era treinando, sentindo os ajustes que havia feito na bicicleta.
Um domingo de muito calor no tradicional circuito de Americana, cuja característica é sua velocidade, ou seja, bom para os velocistas e, visto não ser uma característica minha, a tática era ficar bem posicionado no pelotão e somente sair do mesmo para entrar em alguma fuga.
Desde o início, a tensão já tomava conta do pelotão da Sênior A  o maior do dia, com um número expressivo de atletas, o que quer dizer que a corrida prometia ser intensa e perigosa. Próximo a linha de chegada, ainda na primeira volta, uma fuga com 5 ciclistas abriu distância do pelotão; não pensei duas vezes, também fiz minha tentativa de ataque e fui logo perseguido por outros 3 atletas. Juntos começamos a revezar na dianteira com o objetivo de alcançar a fuga, mas, os outros 3 logo desistiram e fiquei com a árdua missão de tentar sozinho alcançar a fuga. Não obtive êxito então, voltei para o pelotão. Devo confessar que quando isso acontece é pior que do que se tivesse permanecido no pelotão uma vez que você se cansa, acabado alcançado pelo pelotão e ainda acaba freqüentemente perdendo a chance de ficar com um bom posicionamento no mesmo, tendo que, por vezes, até abandonar a prova. Felizmente conto com alguns rivais parceiros que me posicionam novamente no pelotão.
Durante toda a prova o pelotão atacava e se revezava tentando ainda alcançar a fuga. Enquanto isso na parte de trás do mesmo, os ciclistas começavam a sobrar e a abandonar a prova.
A 25 minutos do final, quase sobrei também depois que um atleta inexperiente quase não conseguiu fazer uma curva e, por pouco, não provoca um acidente. Isso obrigou a todos que estavam ao seu lado e atrás a frear bruscamente e com isso perder contato com o pelotão dianteiro, precisando posteriormente perseguir o mesmo. Levei cerca de 8 minutos e todo o resto do meu fôlego para encostar novamente no pelotão que, como sempre, estava atacando.
A 10 minutos do fim fui fechado novamente e tive que contornar a curva por fora dos cones de proteção, mas logo me posicionei no pelotão novamente. Até este momento mais da metade do pelotão já havia abandonado a prova e a fuga já estava na mira. Com uma média de 41km/h imposta pelo pelotão, dificilmente a fuga resistiria até o final.
Na última volta a velocidade aumentou ainda mais, bem como os cortes do pelotão. Fui para frente mas, a 3km do final não tem como entrar no vácuo de equipes completas que estão posicionando os seus sprinters para a chegada. Até tentei ir por fora, com a cara no vento. A 500 m começou o sprint final e acabei chegando somente no pelotão dianteiro. 
Fiquei bastante contente com os ajustes da bike, finalmente senti confiança no novo equipamento. Agora é treinar para a Copa América de Ciclismo que acontecerá no Rio de Janeiro, em Janeiro (sem pleonasmo). Que venha 2012!




quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Boituva - Final Paulista de Resistência 18/09/2011


Chegamos a última etapa do paulista de resistência da temporada 2011.
Este  ano  realizado na cidade de Boituva no dia 18 de setembro, diga-se de passagem um excelente e exigente circuito, onde o mesmo era muito completo em suas característica, como subidas,descidas, planos e curvas e principalmente em sua extensão de aproximadamente 5km.
Este domingo de muito calor a hidratação teria que começar bem antes da prova, ainda mais por se tratar de uma prova longa, beirando os 90km.
Como já era de se esperar tivemos uma “pequeno” atraso para larga, coisa de 1:30hs de atraso, com isso alinhamos por volta das 12:30hs para larga, com um  calor insuportável.
Com um pelotão médio a corrida tendia as disputas entre as equipes, onde diante disso procurei ficar próximo dos seus principais ciclistas, sendo no começo os ciclistas que poderiam se destacar em fugas.
Isso gerou bons resultados para mim, onde tive em praticamente todas tentativas de fugas, claro que às vezes isso custava caro, pois quando o pelotão encostava sempre sai outra fuga com isso o pelotão aumentava o ritmo e tinha que fazer  muita força para poder acompanhar o pelotão.
Sabendo das minhas dificuldades na descida, procurava me manter na frente da mesma, para poder me impor na subida. Por diversas vezes a equipe de Santa Barbara tentou corta o pelotão, frear o pelotão enquanto um ciclista da equipe se destacava, mas atento sempre pulava na fuga.
Cada volta um pedaço do pelotão ficava para trás, e muitos desistiam devido o calor, cheguei ver ciclista vomitando após principal subida.
Estava me sentido bem, após uma hora de prova, onde o novo acerto que realizei na ergometria da bicicleta mostrava resultado.
O tempo passava e os ataques continuavam, já não estava me sentido muito bem pois sozinho no pelotão fica complicado lutar contra equipes.
Com aproximadamente 1:10hs de prova uma fuga abriu do pelotão logo o mesmo aumentou o ritmo, onde passávamos facilmente dos 50km/h na subida, e nas descidas tínhamos que tomar muito cuidado para fazer as curvas.Ao pegar esta fuga houve um contra-ataque , foi ai que comecei a sentir,estava tentando me recuperar no pelotão, quando houve uma quebra no mesmo, para não ficar para trás tive que salta na frente do mesmo e tentar pegar o pelotão dianteiro, mas o vento estava muito forte e quem estava comigo não estava conseguindo levar, tentei com todas minhas forças mas quando se quebra o pelotão é impossível pegar o mesmo nas condições que estávamos, então optei por parar.
Parei me sentindo bem, isso é o mais importante, apenas houve um erro meu em que não estava bem posicionado na hora da quebra do pelotão se não com certeza viria para o sprint final”

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Araraquara - Troféu Anésio Argenton 23/08/2011

“Como ja de tradição, no ultimo dia 23 de Agosto de 2011 foi realizado o “Troféu Anésio Argenton” de ciclismo.
Realizado no tradicional e difícil circuito da Via Expressa na cidade de Araraquara, esta prova tem por característica a longa subida e posteriormente a longa descida, onde facilmente se ultrapassa os 80km/h em pelotão.
Este ano a prova estava ainda mais complicada devido à alta temperatura, com média de 37º e ar muito seco, como se não bastasse ainda tivemos que iniciar a corrida por volta das 12:45hs.
Com um pelotão beirando os 50 atletas larguei com a tática de me manter no bloco da frente, tentando assim evitar as quedas e principalmente o corte do pelotão na subida devido aos ataques que deveriam acontecer.
Logo na primeira volta atingimos a velocidade que se esperava na descida passando dos 80km/h, no meio do pelotão a adrenalina e o nervosismo tomava conta dos atletas, pois qualquer descuido a esta velocidade, certamente terminaria eu uma queda sem possibilidade de volta.
Logo na primeira subida os ataques começaram, porem como eu estava no meio do pelotão e protegendo do vento, era só manter o ritmo que logo pegaríamos o ataque, e foi que aconteceu por muitas vezes.
Na verdade estes ataques tinham por finalidade o que chamamos de seleção, onde, somente os melhores preparados ficariam no pelotão, isso estava funcionando, a cada volta o pelotão se quebrava e muitos não agüentavam o ritmo imposto.
Na metade da prova um susto, no retorno para iniciarmos a subida, um atleta, inexperiente, passou reto na minha frente e acabou levando o ciclista que estava na minha frente ao chão, “-Esta foi por pouco, pensei”.
Recuperado do susto consegui me agrupar ao pelotão novamente, e novos ataques começaram.
O pior ainda estava por vim, quando percebi que estava sem água, o psicológico agiu. Ao percebe isso verifiquei que ainda faltavam mais de 25 minutos de prova, sem ninguém para me reabastecer, tentei me manter na prova até onde dava, tentei seguir os ataques, mas o calor e o tempo seco estava judiando demais, após 15 minutos sem água, as cãibras começaram aparecer e a duas voltas do final fiquei impossibilitado de completar aprova por desidratação.
Foi uma pena, pois estava me sentindo muito bem na prova como a tempo não me sentia.”

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Paulista de Montanha - São Pedro 13/08/2011


Foi realizado neste final de semana 13/08/20/11, na cidade turística de São Pedro, a etapa do campeonato Paulista de Montanha, uma das mais difíceis provas do calendário nacional.
Tinha tudo para ser uma boa prova tanto na parte do percurso quanto na organização, mas novamente a nossa federação paulista conseguiu “bagunçar” a prova  e não seguir o que foi divulgado.
Uma semana antes da prova fui treinar no circuito para verificar qual transmissão deveria usar, e foi isso que me salvou, pois no treino foi muito difícil subir a montanha com a relação que eu estava usando, na corrida então seria praticamente impossível completar a mesma.Diante disso troquei a transmissão para uma mais leve, gentilmente emprestada pelo meu amigo Gustinho.
Achando que estava resolvido era só treinar na semana que antecedia a prova, mas infelizmente minha bicicleta apresentou problema e ficou em manutenção a semana toda, onde só à peguei de volta na sexta-feira (véspera da prova).
Como se já não bastasse ficar a semana toda sem treinar ainda tive uma problema nas costa, onde acordei com a coluna travada, não estava conseguindo nem dirigir o carro ate a prova.
Tirando os problemas pessoais,que me preocupava muito, pois saberia que seria a prova mais difícil do ano e sofreria muito para subir, tentei me concentrar o máximo possível.
Prevendo um atraso na largada, o que já tradicional, comecei meu aquecimento, porém quando foi solicitado para o alinhamento de largada, é que realmente começou o desrespeito aos ciclistas.
Solicitaram que alinhássemos como mandava o regulamento e que as largadas seriam intercaladas por categoria com diferença de 1 minuto para cada bateria (o que seria correto), porém após ficarmos parados na linha de largada por quase 40 minutos decidiram liberar em um único pelotão, um erro grotesco, pois para uma prova desta, a marcação do seu adversário é o que decide a prova e com este tipo de largada, com todas categorias misturadas, virou praticamente um contra relógio, pois vc não tem como saber se o atleta que esta na frente é ou não da sua categoria, se você deve atacar ou terar que se defender.É lamentável o que foi feito para uma prova tão bonita e importante como esta.
Logo na larga o pelotão se esticou na rua central de São Pedro subindo em direção ao Alto da Serra, como eu larguei atrás (respeitando como foi solicitado) tive que atacar logo nesta primeira subida para ganhar posição. Passado o primeiro Km de subida entramos na estrada, onde a corrida realmente ficaria complicada devido a inclinação da montanha, foi ai que começamos a reduzir a marcha, e onde ficamos perdidos de qualquer tática devido a bagunça na largada.
Procurei força o ritmo, com giro, ou seja, usando uma marcha leve. Foi ai que comecei a ganhar algumas posições, onde procurava alternar a marcha para pedalar em pé.
A visão de dentro de uma prova de montanha é algo que assusta, você vê seu adversário perto mas não consegue alcançar, você muitos atletas jogando a bike no chão e se deitando, devido a exaustão, cada pedalada é uma vitória e metros se torna kilometros percorridos.
A dois KM do final da montanha passei mal e tive enjos onde acabei vomitando, mas não parei a bike e continuei, a cada curva  olharvamos para o lado e víamos a cidade cada vez menor e o peso da bike parecia triplicar.
Ao término da montanha veio os kilometros finais em um falso plano, onde tínhamos que estabelecer uma velocidade média alta, para podermos garantir uma boa posição.
Finalmente depois de 22 minutos cruzei a linha de chegada exausto, e confesso que decepcionado, pois esperava uma posição melhor que a 11º colocação que cheguei, porem se levarmos em conta a quantidade de ciclistas que largaram e desistiram e quantidade de ciclista que nem aparece para a largada devido a “tortura” que é subir esta motanha, até que me conformei

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Prova Internacional 9 de Julho 2011



Mais uma 9 de Julho!

Novamente este ano, garanti presença na prova mais clássica do ciclismo brasileiro, a 9 de Julho que, como de costume, foi realizada no autódromo de Interlagos, em São Paulo.
Logo já previa as dificuldades desta prova: primeiro por unir três categorias numa única bateria (Senior A, Sub 30 e Universitários); segundo pela experiência adquirida de outras provas em Interlagos. Só não tinha certeza de qual o sentido seria mantido – tradicional (anti-horário) ou invertido (horário).
Ao chegar a Interlagos recebemos a infeliz notícia de que não poderíamos contar com as estruturas dos boxes que estariam fechados (reservados) para evento de Moto Velocidade do dia seguinte. Assim, os veículos deveriam ser estacionados distantes do local do percurso, dificultando o fácil acesso as bikes, suprimentos e equipamentos.
Apesar de tudo, alinhamos e largamos pontualmente dentro do previsto e no sentido normal da prova - anti-horário.
Logo de início a velocidade já era grande e ao chegarmos no “S” no final da reta já beirávamos os 60km/h, demonstrando que a prova teria uma média de velocidade bastante elevada. Foi o que aconteceu. Completamos a primeira volta excedendo em apenas 13 segundos a tempo da Elite.  
Como em todas as provas, o início é sempre a pior parte. Os atletas ainda não estão totalmente aquecidos e ainda estão se estudando, o que aumenta o risco de acidentes. Procurei correr pelas laterais para me esquivar do “miolo” central onde risco de quedas é maior e nas subidas procurava (e vinha conseguindo) ir para a cabeça do pelotão. Assim vinha “sobrevivendo” a corrida! Na pior subida passávamos a uma média de 33km/h. Já nas descidas atingíamos fácil os 70km/h.
Durante toda a corrida, o pelotão se manteve compacto, neutralizando toda e qualquer tentativa de fuga. Por isso, procurei marcar os sprinters das equipes. Tinha certeza de que o pelotão viria para chegada arrancando na última subida e embalando seus sprinters.
Esta atitude, porém de recuar e ficar no meio do pelotão teria seu preço e paguei por tal. A duas voltas da chegada, no início da subida, houve um toque no meio do pelotão levando dois atletas ao chão. Foi onde eu e mais alguns atletas ficamos enroscados, impossibilitando nossa volta à prova.
Uma pena! Embora ainda estivesse estranhando a bike nova, estava confiante em poder chegar entre os dez melhores.  

terça-feira, 24 de maio de 2011

Santos - Liga Santista de Ciclismo 22/05/2011


No domingo dia 22/05/2011 foi realizado na cidade de Santos mais uma etapa da Liga Santista de Ciclismo.
Devemos destacar a boa organização que a Liga Santista de Ciclismo oferece aos seus participantes, onde acima de tudo os horários são respeitados, o que para um ciclista é de extrema importância, devido a alimentação e aquecimento  antes da prova.
Confesso que não estou muito bem preparado para as competições devido a vários fatores, tanto fora das pistas de corridas, que esta influenciando na minha concentração para os treinos e competições,e até mesmo problemas diretamente com o ciclismo, como falta de ritmo de competições devido as mesmas não estarem sendo realizadas com freqüências em nossa região e ajuste da nova bicicleta onde só conseguimos realizar estes ajustes durante as competições.
Problemas aparte estivemos presente para a prova.
Ao contrario do que esperávamos, o dia se apresentou com temperatura agradável, bom para uma boa prova.
Logo na larga me mantive no meio do pelotão, para evitar um desgaste prematuro, era esta minha tática inicial, porém com a velocidade muito alta, acima de 43km/h de média, o pelotão praticamente não ficava compacto, e nos raros momentos que isso acontecia vinha um ataque do fundo, e o pelotão fica em fila novamente, outro fator importante eram as curvas fechadas onde quem sai na frete abria muita vantagem.
Logo percebi que a bicicleta ainda não estava na melhor posição para este tipo de prova, porém vinha me mantendo “vivo” no pelotão, sofrendo mas vivo ainda. Assim foi até a completarmos 3/4da prova quando pegamos o pelotão da Master B, que havia largado 5 minutos depois do nosso pelotão, ou seja, já havíamos tirado 5 minutos mais 4km, isso prova o quanto o ritmo estava forte.
Foi quando o dois pelotão se encontraram que os problemas  para mim começaram , cansado e não me sentindo bem, fiquei perdido quando a organização não conseguiu separar os dois pelotão e acabei sobrando do meu pelotão na curva onde o mesmo abriu uma certa vantagem de mim, tentei com as forças que ainda me restavam, mas não consegui  encostar, optando por abandonar a prova.
Como eu disse no começo, a minha falta de concentração esta fazendo a diferença e os ajustes ainda a serem feitos no meu equipamento também esta me atrapalhando, mas ainda temos muito caminho para frente.

Cerquilho - Paulista de Resistência 15/05/2011


Prova realizada em 15/05/2011, dia seguinte a quase ridícula prova de CRI da mesma organizadora e novamente na cidade de Cerquilho.
Bastante cansado ainda pelo esforço do dia anterior e também da viagem, e, mais ainda muito decepcionado pelos “sucessivos erros” da Federação que deliberadamente prejudicou tantos atletas, eu inclusive, resolvi participar também desta prova, até para manter ritmo de corrida já que este ano estamos tendo poucas provas.
Programada para às 14h30... Só programada! Mais um dia de prova, mais um dia de atrasos. Neste dia tivemos mais um colaborador: a chuva que vinha certa, mas que insistia em não mostrar que horas ia cair. Isso é fatal! Mantemos a calibragem dos pneus ou reajustamos? Colocamos manguitos e pernitos ou não? Trocamos viseiras/óculos ou não? Que curvas ficarão mais perigosas e precisarão ser feitas com traçado diferente? Além do público que se esvai como e com a água.
Pois a chuva veio. Não tão forte e nem a tempo de mudanças. Só o suficiente para tornar a corrida mais perigosa. Apostando que se a chuva viesse ela pararia logo, optei por manter a calibragem alta nos pneus, melhora a rodagem, mas me deixaria mais propício a quedas nas curvas.
Ainda na largada já sentia muita dor na perna devido ao esforço do dia anterior. Com o pelotão grande – mais uma vez similar ou maior que o da Elite - larguei mal e não conseguia bom posicionando nas primeiras curvas, o que selou minha participação na prova. Com o asfalto molhado, os atletas freavam demais nas curvas fazendo com que o ponteiros abrissem uma vantagem muito grande.
Na primeira volta o pelotão se manteve em fila na grande maioria do tempo. Tentei pular a frente, mas fiquei no pelotão intermediário. Não tendo mais o que perder, forcei o ritmo para tentar chegar ao bloco da frente. Em vão! Não tinha força para aumentar o ritmo, estava realmente muito cansado do dia anterior e da viajem, minhas pernas já não me obedeciam mais. Mesmo assim tentei perseguir o pelotão, mas por pouco tempo antes de resolver abandonar a prova, até para evitar uma lesão.
Devo confessar que estranhei demais a bicicleta nova, e que muitos ajustes deverão ser feitos. Curiosidade: todas as bicicletas que comprei até hoje, a estréia em competição foi sempre debaixo de chuva.  

Cerquilho - Contra Relógio Individual - 14/05/2011


Foi realizado na cidade de Cerquilho, no dia 14/05/2011, o Campeonato Paulista de Contra-Relógio Individual, prova única da modalidade.
Tinha tudo para ser uma boa prova: circuito com boa pavimentação e sinalização, apoio da guarda municipal na organização do trânsito e transeuntes e, organização da Federação Paulista de Ciclismo, conhecida por planejar e executar melhor as provas de ciclismo, principalmente em comparação com outras populares como,  nitidamente só visa auferir o lucro do evento em detrimento da qualidade do mesmo. Infelizmente, dessa vez foi bem diferente.
A começar pelas informações prestadas. No ano anterior, um dia antes da prova, todos os atletas já conheciam a ordem de largada – fator importante neste tipo de prova onde as largadas são feitas individualmente e de minuto a minuto. Este ano, a listagem de largadas só foi liberada no local do evento e há poucos instantes antes do início, prejudicando bastante o preparo alimentar, psicológico e o aquecimento dos atletas. Isso porque a Federação Paulista de Ciclismo praticando hábitos já conhecidos de outras “organizadoras desorganizadas”, resolveu abrir exceções para equipes renomadas e permitiu inscrições fora do prazo. Outro fator desconsiderado, mas igualmente importante neste tipo de prova, é que ela tem longa duração já que os atletas saem um por vez. Ou seja, atrasos significam que os últimos a largarem completarão a prova no escuro.
Apesar de tudo, não podíamos deixar de participar pois dali sairia o campão paulista de CRI.
Bom, já há momentos antes da prova quando fazíamos o aquecimento vem a notícia de que inverteram a ordem de largada das categorias Sênior A (a minha) e MASTER B, atrasando ainda mais minha categoria que, diga-se de passagem, tinha um dos números mais expressivos de participantes. Precisa dizer que todos os atletas que já estavam se aquecendo foram terrivelmente prejudicados?
Finalmente chega a hora da largada – aproximadamente às 16h20 – sendo o antepenúltimo a largar. Parti para uma das provas mais difíceis do calendário, cuja característica principal é “uma jornada solitária de esforço pleno”.
Logo nos primeiros KM ficava nítido que o trecho da ida seria o mais difícil.  13,7km quase somente de subida e contra um vento muito forte. Tenho que confessar que também não consegui encontrar a melhor posição na bicicleta, outro fator que me impediu de não conseguir andar forte.
Ao fazer o retorno sabia que precisaria tirar o atraso aumentando a velocidade. Com o vento nas costas e circuito agora em descida e plano onde o velocímetro não baixava de 55km/h exceto nas duas únicas subidas do retorno. Nesse momento o fator tempo, já comentado, se fez presente. Fora do horário de verão, a falta de luz nessa hora já conseguia atrapalhar. Já estava escurecendo quando eu e os últimos a largarem ainda estávamos por completar a prova.
Concluí a maratona muito cansado e com fortes cãibras, com tempo aproximado de 41 minutos – como  apontou o foto finished da organização e que era similar ao cronometrado em meu velocímetro. Sabia que não havia conseguido ficar entre os 5 primeiros, mesmo assim fiquei no aguardo da classificação final. Mais uma vez a Federação Paulista de Ciclismo roubou a cena e, mais uma vez para prejudicar o evento e de vez o seu próprio nome. Os tempos divulgados pela bancada responsável pelo foto finished eram simplesmente incompatíveis com os que começaram a ser divulgados posteriormente pela bancada de controle final. Sob protestos, com o cansaço imperando e já à margem da quase total escuridão, “metade” da classificação foi adiada para o dia seguinte (2º dia de provas, agora de resistência). Pasmem: “metade da classificação” seria “refeita” no até o dia seguinte. Aí veio nova surpresa. Meu tempo que foi muito abaixo ao que foi publicado, me levando ao 11° colocado. Em conversa com outras atletas, descobri que vários outros também tiveram seus tempos “corrigidos” pela bancada final. Descobrimos até duas atletas de uma mesma equipe que, de 2º e 3º tempos, foram para 4ª e 5ª colocações e o 5º tempo da mesma categoria, incrivelmente, como passe de mágica, recebeu medalha de prata.
É extremamente desmotivante atletas que se dispõem a viajar e competir, principalmente para àqueles que cumprem com as normas da Organizadora. Sendo que as principais promotoras deste tipo de evento – a Federação Paulista de Ciclismo, em especial – dispõem de recursos materiais e humanos e aparato tecnológico suficiente para imprimir um resultado oficial e coeso minutos após o término das provas. São computadores portáteis, câmeras, marca tempo, impressora e porque não, o velho e simples cronômetro de mão. Não é possível acharem que com tantos olhos em cima do resultado (é uma corrida, alguém espera outra coisa de corrida senão tempos e colocações.
É lamentável para aqueles que tentam propiciar e se valer de atividades e eventos saudáveis além do repetitivo futebol, desorganizados e vis, além de prejudicar a modalidade já de tão pouco prestígio nesse país, mesmo às margens de campeonatos mundialmente conhecidos e cada vez mais incríveis em termos de espetáculo, tamanho de empreendimento, tamanho de público (espectador local e telespectador), tamanho de envolvimento de empresas (marqueteiras e patrocinadoras) como são o Tour de France, Giro d’Italia, Volta da España.
É realmente uma pena!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Meu novo brinquedo para 2011


Depois de alguma espera finalmente meu novo equipamento esta em mãos.

Foram 4 meses esperando a produção desta máquina especialmente sobre encomenda.

Trata-se de uma Pinarello modelo FP2 Full Carbon 2011, uma das, se não, a marca mais renomada e respeitada nas competições de ciclismo.
Marca Italiana que conta com alta tecnologia para desenvolvimento de bicicleta de alto desempenho, para competições especialmente na estrada, mas que se comporta bem nos circuitos brasileiros e péssimas pavimentações que somos obrigados a correr, muitas vezes.
Bicicleta feita artesanalmente e testadas para desenvolver o maximo de velocidade.
Segue especificações técnica.

-model.............................Pinarello FP2 Carbon Mod 2011 Full Carbon tamanho 55cm
-peso aprox do conj.........8,5kg
-quadro...........................monocoque de carbono 24HM12k
-peso do quadro.............1250g
-tamanho........................55 (altura) X 56cm cumprimento
-garfo traseiro..................Onda™ Carbon 24HM12K 1” 1/8 1” 1/4 integral system
-garfo dianteir ................Onda™ FP Carbon 24HM12K

-grupo………………...…105 modelo 2011, 10 veloc.
        …..........................pé de vela, 175mm, 52x39
         …..........................K7 10veloc 11x23
-mesa.............................Most Carbon 110mm
-guidão...........................FSA carbon 44cm ergo
-rodas.............................Xero Lite
-pneus............................Continental Ultra (edição especial Pinarello)
-banco............................Prologo Carbon

Que venha as competições que agora é só tempo de ajustar a bike......











segunda-feira, 21 de março de 2011

Santos - Liga Santista de Ciclismo (ranking nacional) 13/03/2011


                No dia 13/03/2011 foi realizada a primeira etapa da Liga Santista de Ciclismo na cidade de Santos, prova esta valida pelo ranking nacional de ciclismo.

                Devido a distância, viajei um dia antes para não sofrer o desgaste da viagem na hora da prova – como se já não bastasse meu treino de estrada muito prejudicado devido as fortes chuvas quase diárias na região onde resido, o que fez eu me ater a praticamente só treinos de academia.

                Minha categoria foi a primeira a largar. Com esse horário bastante antecipado ao costumeiro, fiquei praticamente sem tempo para um aquecimento ideal e para reconhecimento da pista. Ainda sim, entusiasmado, parti para o alinhamento da largada.

                Logo na primeira volta já pudemos perceber o que nos esperava a prova: circuito plano com asfalto úmido, duas curvas de 180° bem fechadas e com faixas de pedestres (todo tipo de pintura de sinalização deixa o asfalto mais “liso” e escorregadio). Tudo isso junto só poderia ocasionar um resultado: tombos. E foi que aconteceu. O primeiro ciclista foi ao chão já na segunda volta e outros tantos se seguiram durante toda a prova.

                Outra característica marcante do circuito eram as longas retas que se seguiam após as curvas mais acentuadas. É o tipo de circuito com o popular “vira e arranca”, pois, o pelotão tem que reduzir bem a velocidade para contornar as curvas com boa tangência e logo em seguida, os atletas da frente arriscam alguns sprints para tentar tomar vantagem.  Apesar da velocidade bastante alta nas retas - cerca de 65km/h e média de 42km/h – o pelotão também conseguia manter o ritmo forte após as curvas principais. Com isso, as fugas se tornavam difíceis e o segredo, como dito, era se posicionar para tentar virar na frente, reduzindo o desgaste da arrancada e se posicionar no meio do pelotão na reta para aproveitar ao máximo o vácuo dos demais ciclistas. Estratégia, aliás, adotada pela maioria dos ciclistas, o que deixou a prova ainda mais acirrada e perigosa com constantes trocas de posições.

                Valendo-me da experiência que adquiri no local onde treino, tentei buscar vantagem nas curvas. Retardava a freada da curva em relação ao pelotão e mudava minha inclinação para executá-la. Com isso, a minha velocidade de saída era maior e, conseqüentemente meu esforço menor, poupando energia. Claro, para realizar esta manobra teria que virar sempre entre os cincos primeiros.
                Cheguei até a abrir uma pequena fuga, porém, só consegui mantê-la por cerca de 3km – os atletas da frente do pelotão vieram revezando na dianteira e trazendo consigo o pelotão até que eles me alcançassem. Recuei e, como estava me sentindo bem, esperei o sprint final.
                Nova surpresa!
                Na última volta forcei o ritmo, assim como os demais atletas também o fizeram e, como há muito tempo não conseguia fazer, virei bem posicionado na última curva e me preparei para o sprint final. Foi quando, a 400m da chegada, um tombo a minha frente me obrigou e a outros ciclistas a travar a roda para não acidentar também. Isso anulou todo meu trabalho durante a prova.
                Realmente não sei se estou numa fase de sorte ou azar. Nas duas últimas provas que disputei, em ambas tive problemas com acidentes a minha frente, mas, felizmente, escapei ileso em ambos.

                Fica para a próxima!



domingo, 13 de fevereiro de 2011

São José dos Campos - Paulista de Resistência 2011 06/02/2011


Iniciada a temporada 2011 do Campeonato Paulista de Ciclismo - São José dos Campos (06/02).
Circuito longo com falsos planos e excelente asfalto, característico de prova veloz e bastante disputada. Com média superior aos 43km/h, passando-se fácil dos 60km/h na reta principal, e um número muito grande de atletas – mais de 300 no pelotão - a corrida também prometia ser perigosa.
Assim que largamos, tentei me posicionar na ponta do pelotão, mas com grande dificuldade, visto que, após a primeira curva, a tendência era se manter a direita evitando assim os ventos laterais. A segunda curva, no entanto, era à esquerda e aí, os ciclistas de trás encontravam sua brecha para ultrapassar todo pelotão, revezando as lideranças a todo o momento.
Neste carrossel que girava a alta velocidade, os tombos não demoraram a acontecer. E com o pelotão compacto, o número de ciclistas envolvidos também não era pequeno.
Persegui três tentativas de fuga e, por duas vezes, também tentei a minha. Sem êxito. Resolvi então marcar os sprinters das principais equipes.
Já não bastasse o tensão da disputa, a seqüência de erros cometidos pela (des)organização do evento também prejudicou bastante o bom andamento da prova. E, diga-se de passagem, também aumentou seu risco. Primeiro com a infeliz idéia de última hora de agrupar as principais e mais velozes categorias numa só – Elite Masculino, Feminino e Sênior. A seguir, ainda no meio da prova as três categorias já estavam unidas quase que num único pelotão bastante compacto. Nesse momento, os Batedores não apenas não foram capazes de separar as categorias como ainda “passeavam” por dentre o pelotão com sua mota sem a menor noção do risco que nos causavam.
Com a velocidade mais de 60km/h não parávamos de nos perguntar: -“Onde devemos ficar?”. Procurei me posicionar perto do maior grupo da minha categoria, baseando-me quase que apenas na numeração apensa nos uniformes já que, com a quantidade de ciclistas no pelotão e a alta velocidade, era bastante difícil identificar os atletas.
As piores conseqüências da desorganização ainda estavam por vir. A três voltas do final, me deparei com um acidente na reta principal envolvendo grande número de ciclistas. A alta velocidade ficou praticamente impossível parar a bicicleta a tempo. Consegui desviar de alguns ciclistas e, quando finalmente consegui parar, outro ciclista se chocou atrás de mim, acertando sua bicicleta no meu tornozelo. Menos de 100m à frente, com fortes dores no tornozelo, abandonei a prova.
Na volta seguinte – a penúltima – outro grande acidente na curva de chegada tirou mais alguns atletas da prova.
Apesar da desorganização e dos vários acidentes, foi uma boa prova devido ao seu ritmo, seu bom circuito e pelo grande número de atletas. Foi também um bom teste para avaliar o preparo que venho fazendo para esta temporada.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Poços de Caldas-MG 23/01/2011 - MPC


A temporada de 2011 começou e na já tradicional Comarca de Poços de  Caldas-MG. Este ano no dia 23 de Janeiro e, foi neste dia que, aproximadamente 400 ciclistas divididos em suas respectivas categorias, começaram a brigar pelo pontos de 2011.
Ponto positivo da prova: a divisão das categorias de acordo com os critérios da Média Paulista de Ciclismo. Com isso a disputa, além de justa, foi mais acirrada.

Larguei por volta das 10:30hs debaixo de um sol escaldante e com muito calor. Logo notei a presença de alguns ciclistas que até o ano passado corriam na Elite e, sabendo que este ano avançaram para a Senior - categoria em que corro - já deduzi que este ano será ainda mais competitivo. E não demorou para que eu tivesse certeza disso. Logo no início, o pelotão imprimiu uma velocidade na casa dos 50km/h na reta oposta e de aproximadamente 60km/h na reta principal.

A essa velocidade e com o pelotão beirando 60 ciclistas, o risco de quedas era iminente. Por este motivo tentei a todo instante me posicionar à frente do pelotão, mas não conseguia forças para esta manobra. Só quando alcançávamos a subida ao final da reta oposta é que eu conseguia me aproximar dos atletas da frente mas, com o pelotão compacto, já na saída da curva era obrigado a frear bem e logo em seguida arrancar para não perder contato com o pelotão. Passei por isso várias voltas o que me desgastou bastante.

Não bastasse isso e o forte calor, o asfalto estava em péssimas condições - ponto negativo desta etapa. Na metade da prova caí num buraco: a pancada foi tamanha que meu guidão acabou baixando, saindo um bocado da minha geometria e meu câmbio STI começou a travar. Para subir uma marcha tinha que primeiro descer duas e, por vezes, isso também não adiantava. Cada vez que precisava mudar de marcha perdia até duas posições.

Quando recebi o sino de última volta, forcei o ritmo tentando me posicionar na frente. A única brecha que encontrava para isso era ultrapassando por fora na reta oposta - exatamente onde o asfalto estava mais sujo e propício a quedas. Ainda sim, não pensei duas vezes. Coloquei a bicicleta por fora e tentei o quanto pude. Sem sucesso! Com tantas pedras e buracos foi impossível conseguir me deslocar.

Mesmo com tantas dificuldades, felizmente escapei do chão. Lutei até o fim e tentei até arriscar um "tudo ou nada" no final, mesmo sabendo não ser meu forte. Acabei apenas chegando junto com o pelotão. Não foi um resultado bom mas, era previsível. Com tantos problemas, minhas chances eram mínimas!

Senti o ritmo bastante forte com os atletas advindos da Elite. Creio que este ano o ritmo deva ser daí para cima. Só para comparar: nossa média horária foi de 42km enquanto a da Elite de 43km. Aliás, já de longa data eu, bem como diversos atletas da minha categoria, temos percebido o ritmo bastante similar e, por vezes, até superior ao da Elite. E com um número cada vez maior de atletas na categoria. Não é à toa que somos considerados a Segunda Elite.      





segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Competições em 2010