Última etapa da Média Paulista de 2011 foi realizada no dia 04/12/2011 em Americana-SP.
Este ano o calendário foi marcado pelo baixo número de competições, principalmente em se tratando da Média Paulista de Ciclismo, o que só vem a nos prejudicar uma vez que ficamos sem ritmo de prova.
Por se tratar da última etapa, larguei despreocupado com pontuação. Estava mesmo era treinando, sentindo os ajustes que havia feito na bicicleta.
Um domingo de muito calor no tradicional circuito de Americana, cuja característica é sua velocidade, ou seja, bom para os velocistas e, visto não ser uma característica minha, a tática era ficar bem posicionado no pelotão e somente sair do mesmo para entrar em alguma fuga.
Desde o início, a tensão já tomava conta do pelotão da Sênior A o maior do dia, com um número expressivo de atletas, o que quer dizer que a corrida prometia ser intensa e perigosa. Próximo a linha de chegada, ainda na primeira volta, uma fuga com 5 ciclistas abriu distância do pelotão; não pensei duas vezes, também fiz minha tentativa de ataque e fui logo perseguido por outros 3 atletas. Juntos começamos a revezar na dianteira com o objetivo de alcançar a fuga, mas, os outros 3 logo desistiram e fiquei com a árdua missão de tentar sozinho alcançar a fuga. Não obtive êxito então, voltei para o pelotão. Devo confessar que quando isso acontece é pior que do que se tivesse permanecido no pelotão uma vez que você se cansa, acabado alcançado pelo pelotão e ainda acaba freqüentemente perdendo a chance de ficar com um bom posicionamento no mesmo, tendo que, por vezes, até abandonar a prova. Felizmente conto com alguns rivais parceiros que me posicionam novamente no pelotão.
Durante toda a prova o pelotão atacava e se revezava tentando ainda alcançar a fuga. Enquanto isso na parte de trás do mesmo, os ciclistas começavam a sobrar e a abandonar a prova.
A 25 minutos do final, quase sobrei também depois que um atleta inexperiente quase não conseguiu fazer uma curva e, por pouco, não provoca um acidente. Isso obrigou a todos que estavam ao seu lado e atrás a frear bruscamente e com isso perder contato com o pelotão dianteiro, precisando posteriormente perseguir o mesmo. Levei cerca de 8 minutos e todo o resto do meu fôlego para encostar novamente no pelotão que, como sempre, estava atacando.
A 10 minutos do fim fui fechado novamente e tive que contornar a curva por fora dos cones de proteção, mas logo me posicionei no pelotão novamente. Até este momento mais da metade do pelotão já havia abandonado a prova e a fuga já estava na mira. Com uma média de 41km/h imposta pelo pelotão, dificilmente a fuga resistiria até o final.
Na última volta a velocidade aumentou ainda mais, bem como os cortes do pelotão. Fui para frente mas, a 3km do final não tem como entrar no vácuo de equipes completas que estão posicionando os seus sprinters para a chegada. Até tentei ir por fora, com a cara no vento. A 500 m começou o sprint final e acabei chegando somente no pelotão dianteiro.
Fiquei bastante contente com os ajustes da bike, finalmente senti confiança no novo equipamento. Agora é treinar para a Copa América de Ciclismo que acontecerá no Rio de Janeiro, em Janeiro (sem pleonasmo). Que venha 2012!